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Viscondessa do Espinhal

D. Maria da Piedade de Melo Sampaio Salazar, nasceu em 21 de Maio de 1796 e faleceu em 17 de Setembro de 1882. Era filha de Bernardo Salazar Sarmento Eça e Alarcão, cavaleiro professo na Ordem de Cristo, Juiz dos Órfãos do Bairro de Alfama de Lisboa, em 1771, Desembargador da Casa da Suplicação, e de D. Teresa Bernardo Pinto Guedes de Sampaio e Melo, senhora da Casa e vínculos em Espinhosa, Carrazeda de Anciães e Riba Longa.

Casou em 16 de Abril de 1843 com António Cardoso de Faria Pinto, Bacharel formado em Cânones, Juiz de Direito aposentado com honras de Desembargador, Comendador da Ordem de Cristo, Deputado da Nação, nascido em 25 de Dezembro de 1800 e falecido em 29 de Outubro de 1871. O título de Viscondessa foi concedido a esta Senhora em sua vida, já depois de ter enviuvado, por D. Luís I; decreto de 11 e carta de 24 de Julho de 1868, e, fundamentada na generosidade para todas as obras de beneficência na Lousã de era grande protectora dos pobres e, ter auxiliado monetariamente a construção da Escola Conde de Ferreira e Hospital de S. João, além de outros actos de benemerência.

Foram seus irmãos José Bernardo de Melo Salazar Sarmento, Fidalgo Cavaleiro da Casa Real, Cavaleiro da Ordem de Cristo e Coronel Comandante do Regimento de Milícias da Lousã; e, o Doutor António de Melo Salazar Sarmento, Bacharel formado em Leis e Fidalgo da Casa Real.

A construção do Hospital, do ramal que ligou a Lousã com a estrada da Beira, as obras da Senhora da Piedade e as da Igreja nova e muitas outras iniciativas locais ficaram-lhe devendo dádivas valiosas.

A gentes lousanenses pensavam "dar a maior solenidade e brilho às cerimónias da benção e inauguração da Igreja nova. No próprio dia marcado, 17 de Dezembro de 1882, vinha já o Bispo Bastos Pina a caminho da Lousã, quando o foram avisar do inesperado falecimento da Viscondessa, principal impulsionadora da obra.

Como a consternação era grande, Bastos Pina impressionado, retrocedeu e resolveu adiar a sua visita festiva à Lousã para proceder à inauguração solene que só fez 20 dias depois, 7 de Janeiro de 1883. No entanto como o Templo estava pronto, obteve-se a permissão de o benzer para a celebração das exéquias, com que os lousanenses desejavam homenagear a sua a sua grande benfeitora. Presidiu ao acto o P.e José Correia da Costa por delegação do prelado".

Sem descendência, tal com seus irmãos, esta Senhora passou a ser detentora duma grande casa na Lousã e Espinhal. Deixou os bens do Espinhal aos parentes afastados, e os da Lousã distribuiu-os pelos seus afilhados que eram numerosos. Um dos principais beneficiados foi Aníbal Fernandes Tomaz Pippa que herdou o Palácio, onde se instalou com a sua grande biblioteca e colecções de arte.