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PATRIMÓNIO

As casas nobres que se encontram na vila da Lousã ou nas suas proximidades, como em Fiscal e Foz de Arouce, constituem um grupo homogéneo, o que torna o seu conjunto raro no país.

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... conclui-se que as casas nobres da Lousã formam um conjunto monumental e que individualmente lhes pertence a qualificação de imóveis de interesse público.

Porquanto:

a) Exceptuando uma destacada do conjunto evolutivo e que pertence ao século dezassete, ficam dentro da evolução barroca do século dezoito, possuindo cada uma sua fisionomia individual.

b) Tendo saído de grupos artificianais de idêntica formação, representam uma evolução do estilo domiciliário regional, formando pois um conjunto de natural desenvolvimento artístico.

c) O seu nível de arquitectura domiciliaria é relativamente elevado na mediania da casa portuguesa; atendendo a que, fora de grupos muito limitados que dependem da capital ou que se encontram no Norte, o nível artístico do grande número da casa antiga fica abaixo daquele em que se encontram estas casas da Lousã.

d)As casas da vila dispõem-se por forma a darem um traçado urbanístico antigo; naquele modo a que se atende em certos países para o arranjo geral dos arruamentos, subordinando-o aos temas antigos dominantes.

e) Formam as casas mencionadas, juntamente com edifícios religiosos, civis, militares e ainda com sítios naturais, trajectos turísticos já muito conhecidos e que exigem eficaz protecção.

(Gonçalves, A. Nogueira, Casas Nobres do séc. XVIII. Lousã, 1950)

 

Casa do fundo Vila

Palácio da Viscondessa do Espinhal    Imóvel de Interesse Público

Casa da Viscondessa do Espinhal

Pelourinho da Lousã

Fonte:

Património Arquitectónico e Arqueológico classificado: Distrito de Coimbra. Lisboa, IPPAAR, 1993, p. 27-31